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Enquadramento

A Animação Sociocultural acompanhou as grandes transformações sociais ocorridas a partir de meados do século XX. No entanto, não deixa de ser assinalável a diferença entre aquilo que os Animadores Socioculturais gostariam que fosse a Animação e aquilo com que se deparam nos vários contextos de trabalho: imprecisão, ambiguidade e incerteza. Essa diferença gera tensões que se traduzem em controvérsias públicas em torno de situações problemáticas. Desde logo, em torno da (in)definição do próprio conceito de Animação e, articuladamente, em torno das “licenças”, do “mandato”, do “poder profissional”, da “jurisdição profissional” e do “estatuto profissional”. Os argumentos que suportam as diversas justificações e/ou os juízos críticos que os Animadores Socioculturais vão produzindo em relação às problemáticas que afetam a atividade assentam sobretudo em dispositivos de ordem cívica, mas também em dispositivos relacionados com os atributos profissionais e a sua eficácia.

A APDASC, ciente destas dificuldades, tem vindo a trabalhar no sentido de oferecer a todos os Animadores Socioculturais melhores condições de trabalho, apostando na divulgação de boas práticas da Animação Sociocultural e estabelecendo pontes com Sindicatos, Institutos Politécnicos e Universidades assim como com entidades empregadoras para a resolução de alguns dos problemas com que se deparam muitos profissionais de Animação Sociocultural.

Para além disso, a APDASC pretende traçar um caminho de futuro, com os olhos postos no amanhã, para que o trabalho desenvolvido se aproxime dos desafios do futuro da Animação Sociocultural.

Assim, o Congresso de 2019 pretende trazer essa visão de um futuro promissor para os Animadores Socioculturais. Serão apresentadas as inovações na área, as boas práticas e os desafios futuros.

Ambiciona-se dar passos significativos neste Congresso, fazendo deste evento um dos mais importantes encontros no que diz respeito à profissão do Animador Sociocultural.

Na APDASC acreditamos que o Animador Sociocultural é um profissional com grandes capacidades e detentor de competências diferenciadoras nas áreas da criatividade e inovação, autenticidade, espírito artístico e capacidade de adaptação. Uma profissão essencial para o futuro que se prevê, cada vez menos humanizado e menos presencial.